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Assim que a porta se fechou atrás dela, Lilianna deslizou pela mesma até o chão, suas pernas cedendo sob o peso de suas emoções. Lágrimas quentes escorriam por suas bochechas, descontroladas, enquanto anos de dor e raiva reprimidas jorravam. Suas mãos trêmulas cobriram seu rosto, abafando os soluços.
Lilianna sempre desprezara os métodos de Lydia, sua manipulação incessante e sua mão de ferro sobre suas vidas. Ela se lembrava das incontáveis vezes em que havia se manifestado, desafiado as ordens de Lydia e pagado o preço—tapas, noites trancada no úmido porão.
Não era amor que Lydia mostrava a elas. Nunca tinha sido amor. Era controle—uma dominação sufocante e implacável que torcia tudo que havia de bom em algo amargo.
Lilianna tinha fugido com Henry há quatro anos em busca de uma vida livre da tirania de sua tia. Mas ao fazer isso, ela deixara Dylan para trás, sozinho para suportar o peso do veneno de Lydia. Seu peito se agitava enquanto uma onda de arrependimento a inundava.