Embora não devesse haver nada embaixo deles nesta área.
A conversa se voltou para os planos do dia seguinte. As vozes dos garotos foram gradualmente baixando conforme o cansaço do dia se acomodava em seus corpos.
Gradualmente, a conversa esmoreceu, substituída por respirações profundas e roncos ocasionais. O silêncio noturno era apenas interrompido pelos sons distantes da fauna local e o crepitar do fogo central que permanecia aceso a noite toda.
Ren estava prestes a adormecer mas ainda acordado, seus cogumelos pulsando suavemente em um ritmo lento e constante.
Foi então que ele sentiu.
Uma vibração sutil, quase imperceptível, transmitida através das peles. Tão leve que qualquer outro poderia ter confundido com a própria respiração, ou talvez com o movimento de um companheiro próximo.
Mas Ren conseguiu distinguir.
Essa vibração era diferente: profunda, rítmica e, acima de tudo, impossível.